Curitiba / PR - sexta-feira, 21 de julho de 2017

Histeroscopia - Informações às pacientes

HISTEROSCOPIA

 

O que é histeroscopia?

É um procedimento cirúrgico realizado por dentro do canal do colo uterino que pode ser diagnóstico ou terapêutico.

A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada em regime ambulatorial (no consultório) e tem por objetivo apenas a visualização interna do útero; caso sejam encontradas quaisquer alterações, há necessidade de programar uma histeroscopia cirúrgica para o tratamento dessa alteração. O exame é realizado com uma câmera fina que é introduzida por dentro do colo do útero, com uma anestesia local no colo uterino. A maioria das mulheres tolera bem o exame, mas algumas podem sentir desconforto e até mesmo dor. Rotineiramente preferimos realizar o exame sob sedação no centro cirúrgico para evitar maiores desconfortos e aumentar a segurança do procedimento.

A histeroscopia cirúrgica é indicada nos casos em que existe alguma alteração comprovada dentro do útero para o tratamento de pólipos, miomas submucosos, espessamento endometrial, malformações da cavidade uterina, sinéquias, etc.

 

Quais são as indicações da histeroscopia?

As principais indicações para a histeroscopia incluem o exame da cavidade uterina para desordens menstruais e de fertilidade, acesso direto para cirurgia intra-uterina, e acesso da parte inicial da trompa para a sua visualização ou para a realização de esterilização.

 

Como é feito o procedimento terapêutico?

O procedimento cirúrgico necessita de anestesia, podendo ser uma sedação (anestesia geral) ou um bloqueio (raquidiana). A escolha pelo tipo de anestesia depende do tipo de cirurgia a ser realizada e da experiência do cirurgião com cirurgias por histeroscopia.

A mulher é colocada em posição ginecológica. O colo uterino é dilatado com um instrumento chamado de vela de Hegar para permitir a passagem do histeroscópio para dentro do útero. O procedimento cirúrgico proposto é realizado (normalmente retirada de pólipo OU endometrectomia OU miomectomia OU lise de sinéquias OU correção de malformações da cavidade uterina OU biópsia endometrial).

 

Quais são as complicações que podem ocorrer?

q  Sangramento no intra-operatório

q  Perfuração uterina, podendo haver sangramento e, em algumas ocasiões, necessidade de cirurgia abdominal para a hemostasia (parar o sangramento) do útero.

q  Lesão de órgãos adjacentes como a bexiga ou as alças intestinais, sendo necessária a realização de cirurgia abdominal para reparo das lesões e eventualmente a presença de algum cirurgião especializado.

q  Falso trajeto no colo uterino ou no útero, havendo necessidade de interromper o procedimento e o reagendar para outra data.

q  Dificuldade para dilatação do colo uterino (principalmente em pacientes na pós-menopausa), impossibilitando a realização do procedimento pois não há como passar o aparelho por dentro do colo quando não se consegue dilatá-lo.

q  Síndrome de overload (intoxicação hídrica) – para evitar esta grave complicação é utilizado um sistema para se quantificar o volume de líquido absorvido pelo organismo da pessoa submetida ao procedimento. Quando este volume é superior a 750ml a 1 litro, invariavelmente deve-se suspender o procedimento e terminá-lo em um segundo tempo.

q  Reações alérgicas de menor ou maior intensidade (choque anafilático).

q  Necessidade de complementação do tratamento em um segundo procedimento histeroscópico.

 

Imagens de histeroscopias

Várias alterações podem ser identificadas na histeroscopia, por exemplo:

 

Hiperplasia glandular simples com atipias

 

Hiperplasia glandular simples com atipias

 

 

 

 

Pólipo endometrial em parede uterina anterior

 

Pólipo endometrial em parede uterina posterior

 

Fio de cesariana dentro da cavidade do útero

 

Restos de abortamento dentro do útero mesmo após curetagem

 

Mioma em parede anterior do útero

 

 

 

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