Curitiba / PR - terça-feira, 29 de julho de 2014

Prolapso uterino - Informações às pacientes

INTRODUÇÃO

 

O útero é mantido em seu lugar normal dentro da pelve por vários músculos, tecidos e ligamentos. Algumas vezes, em decorrência de gestações e/ou partos difíceis, estes músculos podem enfraquecer. Com o avançar da idade da mulher e com a diminuição natural do hormônio estrogênio, o útero pode prolapsar em direção ao canal vaginal (ficar mais baixo do que o normal), causando a condição conhecida como prolapso uterino.

 O enfraquecimento ou o relaxamento das estruturas de sustentação fazem com que o útero desça em direção à vagina, às vezes até se exteriorizando para fora dela. Atualmente utilizamos o sistema de classificação chamado POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) para graduar o “tamanho” do prolapso, mas de uma forma genérica podemos classificá-lo em 4 estágios:

 ·          Primeiro grau: o colo uterino desce em direção à vagina

 ·          Segundo grau: o colo chega até a saída da vagina

 ·          Terceiro grau: o colo ultrapassa a vagina e sai para fora dela

 ·          Quarto grau: o útero todo está fora da vagina.

 Existem outras condições geralmente associadas com o prolapso uterino:

 ·          Prolapso de compartimento anterior (antigamente chamada de cistocele – “bexiga caída”): uma herniação da parede vaginal anterior em que parte da bexiga se projeta para dentro da vagina, podendo levar a sintomas urinários como incontinência (perda de urina), retenção (a mulher não consegue urinar e às vezes precisa reduzir o prolapso para conseguir urinar), urgência (vontade extrema de ir ao banheiro), freqüência (aumento do número de micções)

 ·          Prolapso de compartimento posterior: engloba o que antigamente era conhecido como enterocele e retocele. A enterocele é uma herniação de alças de intestino delgado (o intestino fino) em direção à vagina. A retocele é a herniação do reto em direção à vagina, o que pode dificultar as evacuações, às vezes necessitando de auxílio manual empurrando o reto prolapsado para poder conseguir evacuar 

  

CAUSAS   

 As condições seguintes podem causar prolapso do útero:

 ·          Gravidez / múltiplos partos com nascimento por parto normal

 ·          Enfraquecimento dos músculos pélvicos com o avançar da idade

 ·          Enfraquecimento ou perda do tônus tecidual após a menopausa e redução do estrogênio natural

 ·          Condições que levam a aumento da pressão intra-abdominal como tosse crônica (pessoas com asma e bronquite), constipação intestinal, tumores pélvicos, acúmulo de líquido no abdome

 ·          Estar acima do peso ou com obesidade

 ·          Cirurgia radical na pelve acarretando perda do suporte externo

 Outros fatores de risco:

 ·          Levantar excesso de peso

 ·          Mulheres caucasianas são mais comumente afetadas 

 

SINTOMAS

 

 ·          Sensação de pressão na pelve

 ·          Dor em região lombo-sacra

 ·          Sensação de algo saindo pela vagina

 ·          Dor durante a relação sexual

 ·          Dificuldade de urinar ou evacuar

 ·          Dificuldade de caminhar 

  

EXAMES E TESTES

 

O médico pode diagnosticar o prolapso de útero com a história clínica e com o exame físico ginecológico.

O médico pode precisar examiná-la de pé ou mesmo deitada, mas solicitando que faça uma força no abdome ou tussa.

Condições específicas como obstrução ureteral devido a prolapso completo podem necessitar de pielografia intravenosa ou ultra-som de rim.

A ecografia pode ser utilizada para excluir outros problemas pélvicos. 

 

TRATAMENTO

  

O tratamento depende de quão fracas estão as estruturas de suporte ao redor do útero.

Exercícios em casa

Você pode fortalecer os músculos pélvicos realizando exercícios de Kegel. Você pode fazer isso contraindo seus músculos pélvicos, como se estivesse tentando parar um fluxo de urina. Estes exercícios fortalecem o diafragma pélvico e podem ajudar a oferecer algum suporte para os casos mais leves. Atualmente existem fisioterapeutas que trabalham apenas com fisioterapia de assoalho pélvico e eles têm um papel importante nesta forma de tratamento.

Medicações

O creme, os supositórios ou os anéis de estrogênio (hormônio) inseridos na vagina ajudam a restauração da força e da vitalidade dos tecidos vaginais, mas apenas em casos selecionados de mulheres pós-menopausa.

Cirurgia

Dependendo da idade ou da vontade de engravidar, a cirurgia pode reparar ou remover o útero. Quando indicado, em casos severos, o útero pode ser removido (cirurgia chamada de histerectomia). Durante a cirurgia, o ginecologista também pode corrigir outros defeitos da parede vaginal anterior e posterior. Se você não quiser remover o seu útero, ele pode ser reposicionado ao seu local de origem, sem a necessidade de remoção. A cirurgia pode ser realizada por via abdominal, vaginal ou laparoscópica, dependendo da experiência e preferência do cirurgião.

Outras terapias

Se você não deseja realizar cirurgia ou se tiver alguma contra-indicação clínica de ser submetida a anestesia, pode decidir utilizar um aparelho para sustentar o útero dentro da vagina chamado de pessário. Ele é posicionado dentro da cavidade vaginal, tentando impedir que ele se exteriorize. Este é um dispositivo que pode ser usado temporariamente ou permanentemente. Em casos de prolapsos severos, o pessário às vezes não funciona. Em algumas ocasiões o pessário pode ser irritante dentro da vagina e pode causar

corrimento. 

 

PREVENÇÃO

 ·          Redução do peso

 ·          Evitar constipação

 ·          Realizar exercícios de Kegel para fortalecer os músculos pélvicos

 ·          Evitar levantar pesos

 

 

 

 

 

 

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